Página Inicial Fundamentos de Biometria O problema da identidade
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Escrito por José Alberto Canedo   

Introdução

Na Filosofia, identidade é o que faz uma entidade definível e reconhecível, no sentido de possuir um conjunto de qualidades ou características que a distingue de qualquer outra entidade. Em outros termos, identidade é o que faz uma coisa a mesma ou diferente.

Na lógica, a relação de identidade é normalmente definida como a relação válida somente entre uma entidade e si mesma.

Independente de ser uma questão de lógica ou filosófica, o ser humano possui uma habilidade natural de estabelecer identidade, ou seja de reconhecer pessoas e objetos (as entidades). O ser humano faz isso através das qualidade e características que tornam essas pessoas e objetos únicos. Por exemplo podemos identificar facilmente um conhecido na rua, pelo seu rosto; amigos e familiares ao telefone, pela sua voz; o autor de uma carta pela sua assinatura. Ao fazer isso estamos usando a Biometria.

Identificação Biometrica é o estabelecimento da identidade de uma pessoa, medindo suas características biológicas. Isso mesmo, biometria vem do Grego (bios = vida, metron = medida). Ao olharmos para o rosto de uma pessoa nosso cérebro avalia uma quantidade muito grande de informações através de processos que não sabemos exatamente como funcionam e, caso a pessoa seja conhecida, conseguimos associar o que estamos vendo com nossa memória prévia da pessoa.

Apesar disso, na maioria das situações do cotidiano, o ser humano não é ferramenta mais adequada para identificar outras pessoas, pelas seguintes razões:

  • Nosso cérebro só reconhece bem pessoas com as quais interagimos previamente, como amigos e familiares. Não conseguimos "decorar" bem fotos e vozes de desconhecidos.
  • A interação ocorre entre máquina e ser humano. Por exemplo: acessar o terminal de auto atendimento bancário.
  • A interação ocorre entre pessoas desconhecidas. Exemplo: Um Policial abordando um suspeito.
  • A interação é remota. por exemplo, duas pessoas "teclando" numa sala de bate-papo.
  • O ser humano não consegue "ler" e/ou distinguir, sem ajuda de equipamentos e de forma rápida, entre todas as características que podem identificar indivíduos. Por exemplo: veias, retina, DNA, íris, impressões digitais.
Biometria é o termo que define a área da biologia responsável pelo estudo estatístico das características físicas ou comportamentais dos seres vivos. Identificação biométrica é o uso das características físicas ou comportamentais dos seres humanos para identificar unicamente indivíduos. Por comodidade e simplificação, sempre usamos o termo mais curto (Biometria) quando nos referimos a identificação biométrica.

Identificação sem biometria

A identificação sem biometria surgiu quando apareceram os primeiro sistemas que eliminavam o contato humano na comunicação e no processamento de dados. imagine os papiros, o telégrafo, os primeiros cérebros eletrônicos, o computador pessoal, a Internet, a infinidade de equipamentos e sistemas que interagimos diariamente na atualidade. A garantia da identidade é cada vez mais importante e cada vez mais difícil de se obter. Os sistemas que não dispões de biometria, tem basicamente duas outras formas de garantir a identidade, o que chamaremos de autenticação:
  • Algo que o indivíduo possui e ninguém mais possui. Exemplo: cartões, chaves, passaporte.
  • Algo que o indivíduo sabe e ninguém mais sabe. Exemplo: senha.
A idéia por trás desse tipo de autenticação é substituir identificadores complexos (biometria) por um ou mais identificadores simples, ou seja "emprobrecer" a identidade para que ela seja tratável pelo sistema computacional. Uma seqüencia de caracteres é muito mais simples de processar, armazenar e comparar do que uma imagem do rosto da pessoa.
Considerando a entidade A (autenticadora) e entidade B (autenticada), esse processo normalmente segue o seguinte fluxo:
  • A entidade A faz uma identificação completa de B, com o uso de outros documentos acreditados (documentos raiz como CPF, carteira de identidade) e/ou verificação por um humano.
  • Quando essa identidade inicial é estabelecida, B é ligado unicamente a sua identidade substituta, que é muito mais simples. Essa identidade substituta pode ser um cartão com um identificador único, um passaporte, um par nome de usuário/senha, etc.
  • Agora B para interagir com A, necessita apresentar apenas a identidade substituta. A autentica B comparando a identidade substituta apresentada com seu banco de dados de identidades substitutas.

Problemas da identificação sem biometria

Antes da biometria se tornar viável essas identidades substitutas eram usadas, praticamente de forma universal, por falta de opção. O grande problema é justamente o fato de se tratar de uma identidade substituta, não é realmente o indivíduo e não está tão fortemente ligado a ele quanto se possa imaginar. Entre os problemas típicos de um sistema que use identidade substituta, podemos destacar:
  • Cartões podem ser perdidos, roubados ou copiados.
  • Senhas podem ser esquecidas e também podem ser roubadas.
  • Uma vez em poder da identidade substituta, ninguém teria problemas em se passar pelo indivíduo dono daquela identidade.
  • Cartões e senhas podem ser compartilhados entre várias pessoas.
  • Não tem como identificar o indivíduo sem o consentimento dele.
  • É praticamente impossível identificar o indivíduo sem o conhecimento dele.
  • Um indivíduo pode conseguir várias identidade substitutas.
Os quatro primeiros problemas representam grandes desafios para indivíduos e empresas, que sofrem prejuízos bilionário todo ano com fraudes de cartão de crédito, roubo de informações confidenciais, fraudes no sistema de ponto, etc.
Os três últimos problemas afetam principalmente os governos, que sofrem com dificuldades na identificação de criminosos e com as fraudes cometidas por indivíduos portando vários documentos de identificação.
 

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